segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

PRANTOS NA ESCURIDÃO

O corpo cansado busca um pouco de descanso,
Mas a alma, tão agitada, faz o peito pesar
E o coração, sem culpa e controle, vai padecendo.

Os ponteiros vão e voltam e o tempo vai seguindo sua jornada.
Sua lentidão entra em colisão com a rapidez dos meus batimentos.

Fechar os olhos é abrir a porta para uma perseguição;
Em cada beco escondido nas sombras, apresenta-se uma dor;
É um flagelo que parece nunca ter fim.

O silêncio do quarto escuro não revela os gemidos,
Mas eles estão presentes; sempre.
Na escuridão da madrugada vou ficando a deriva,
Num mar de pensamentos inquietantes.
E o sono, como se fora um cavalo selvagem,
corre solto pelo campo, longe do meu alcance.

Bem longe, o canto do galo anuncia a chegada de um novo dia,
E o fim de mais uma noite angustiante.
Aos poucos o barulho do dia a dia
Mostra que a labuta matinal começou para aqueles que tiveram o sono dos justos.
Energia revigorada, cada um sai para matar seu leão de cada dia.

Dança-se conforme a música,
Faço parte desse ciclo e,
Embora de alma sofrida e corpo cansado,
É o momento de levantar e seguir o rumo;
O rumo até o momento ignorado.

E não vai demorar para chegar o entardecer
Trazendo a noite medonha, pronta para mais um embate.

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