Lembras daquela tempestade que tu e teu companheiro enfrentavam?
O mar revolto ameaçava aquela frágil embarcação que vocês há tanto tempo navegavam juntos, não é mesmo?
Por que o medo apoderou-se de tua alma ao ponto de teres a coragem de agir covardemente com teu companheiro?
Naquela noite turbulenta, tempestuosa, ao perceberes que o barco ia a deriva preferiste abandoná-lo e deixar teu nobre companheiro jogado a própria sorte.
Por que não o despertastes, para juntos tentarem consertar a avaria que ameaçava levar vosso lindo barco ao fundo do mar?
Não...não tivestes a dignidade de despertá-lo. Abandonastes o barco e teu companheiro ali sozinho, inocente, deixastes na escuridão da tempestade.
Não sabias que após a tempestade vem a bonança?
Tuas justificativas para tal atitude foram tão frágeis quanto folhas secas que não resistem ao mais leve suspiro do vento.
Lembras que tudo na vida pede um preço.
O destino, um dia, te colocará frente a frente com aquele teu companheiro vítima de tua covardia.
Talvez ele traga marcas provocadas por tua irresponsabilidade, mas não temas. Antes lembres da nobreza de caráter que sempre acompanhou a vida do teu companheiro de jornada.
Tenha a certeza que dele terás o perdão. Tu perguntarás: “Poderás um dia encontrar perdão em tua alma?” E terás dele a simples resposta:
“Perdão? Dei-te meu perdão no primeiro instante, acredite. Mas esquecer o que me fizestes passar com aquele abandono, sinto muito, isso nunca”.
Com a certeza do perdão continuarás tua caminhada, mas algo lá no fundo sabes que te manterás acorrentada ao passado; a marca indelével de tua torpe ação, àquela noite de covardia.
terça-feira, 13 de março de 2012
Assinar:
Comentários (Atom)