domingo, 18 de outubro de 2015

Sem você...

Sopra um vento frio; você em meu pensamento.
A tarde vai padecendo. E o silêncio vem para reinar.
E logo mais, sem muita pressa, a noite, rica em sonhos
Vem para acorrentar.
A chave para o consolo é protegida pelo temível monstro
Do arrependimento.
O grito, desesperado, não desperta a estátua esculpida de orgulho.
O olhar de gelo lança flechas para abater meu amor próprio,
Esperando meu rastejar como prêmio de humilhação.
A noite é longa e a horda não desfalece.
Mas o calor, aquele que faz renascer, logo chegará.
E mais forte do que qualquer escuridão, a luz virá invadir,
Rasgando pelo horizonte com sua força renovadora.
É o sol, supremo, convidando para mais uma jornada.
Mas desta vez sem você no pensamento.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Dor...Tempo

A dor de uma perda não é fácil. Ela se instala no peito, sobrecarrega nossa alma e passamos a carregar algo que antes não fazia parte da nossa vida. E causa aquele estrago! Tudo parece mais difícil, o viver torna-se desanimador. Por isso não é fácil. Mas, em meio a todo esse estado de melancolia, entra um elemento decisivo a nosso favor; o TEMPO. Ele, discretamente, mas eficazmente, vai dando um jeito de tornar as coisas bem menos pesadas...gradativamente. Não que ele tenha o poder de engolir a dor e nos fazer restabelecer. Extirpar a dor vai depender de cada pessoa; de sua atitude em querer mudar para superar a dor. O tempo sim, vai tratando de fortalecer nossa alma. Devagarzinho vai desenvolvendo forte musculatura espiritual e então passamos a sentir que aquele peso, antes tão demasiadamente cruel, agora já não importuna tanto passando a ser possível caminhar sem muitos cambaleios. E assim chega aquele determinado momento que a dor, ainda que fincada no peito, agora é administrável, a alma, através do tempo adquire força e fôlego suficiente para continuar sua trilha em paz.

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