sexta-feira, 31 de agosto de 2018



O passado não deve ser objeto de veneração e tampouco de repúdio; de lá se deve tirar ensinamentos preciosos para um presente harmonioso.

Deve-se olhar para o passado com cautela, porque é um ato de olhar para trás, para tudo que ficou e aconteceu. A visualização deve ser no tempo suficiente para recordarmos nossos passos, naquilo que deu certo e, principalmente, para o que deu errado, sabendo que aquilo que foi certo no passado agora não seja mais suficiente ou pertinente, pois o momento é outro, há uma nova configuração. E os erros, esses devem merecer uma atenção especial, pois carregam em suas recordações doses de dores e arrependimentos; dele deve-se tirar valiosos aprendizados, mas deve-se evita-los de novo, a todo custo, pois errar sempre na mesma situação é sinal inegável de falta de amadurecimento.

Olhe para o passado apenas o tempo suficiente para tomar fôlego, como um ato de rememorar, para, logo em seguida, voltar ao momento principal e sublime: o presente! É nele que está a ação, nele é que há possibilidade de mudanças e transformações e sua direção é sempre para frente.

O presente é movimento, e deve desvencilhar-se do passado quando este vir a representar engessamento, embora que os erros do passado serão os frutos amargos a serem colhidos no momento presente. Mas, por hipótese alguma, devemos nos lamentar do passado, sob pena de termos o presente acorrentado ao passado, preso em seu calabouço escuro e frio.

Nós, enquanto seres em evolução, não devemos estagnar, pois é isso que ocorre quando fazemos do passado uma fonte perene de vida, estagnamos no tempo, sem perceber as mudanças que ocorrem à nossa volta e sem perceber da necessidade de transformações imperiosas que devemos adotar. Se não nos movimentamos, o tempo nos mostrará de forma cruel o que foi perdido.

O passado é inerte, não apresenta novidades, é um relógio bonito, pendurado à parede, mas que já não funciona. No presente é que tudo deve acontecer, aliás, já está acontecendo; triste daquele que não percebe.

Se no passado você atingiu o cume de uma montanha, você já conheceu a trilha e saberá como conquistar outros topos; mas se no passado teus passos foram inseguros e encontrou mais tropeços que acertos, não é lamentando-se que as coisas mudarão. Lamentar é respirar o ar do passado. O ar renovador, capaz de impulsionar mudanças está no presente; o oxigênio novo e revigorante do presente.

Um presente vivido intensamente representa passos firmes e seguros rumo ao um futuro promissor, desgarrado das amarguras do passado.

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