terça-feira, 23 de fevereiro de 2016


PERDÃO

Certo guerreiro foi até um respeitável sábio e lhe pediu para que ele lhe preparasse uma certidão atestando sua coragem. “O que você fez para merecer tal certidão”, quis saber o sábio. O guerreiro, então, orgulhosamente falou de seus feitos: “Enfrentei, em desvantagem, poderosos inimigos e não temi por minha vida; corajosamente e, novamente, colocando minha própria vida em perigo, salvei do afogamento um desconhecido; e enfrentei na escuridão de uma floresta furiosos lobos".
Ao ouvir aqueles comentários sobre seus atos de bravura, o sábio perguntou: Tens muitos inimigos?” “Certamente que sim!” respondeu o guerreiro. "Pois então você ainda não está preparado para receber o atestado de coragem". Perplexo e inconformado, o guerreiro questionou o porquê daquela recusa. Então, calmamente, o sábio lhe disse: “Não ignoro suas façanhas, verdadeiramente provastes atos de pura coragem, mas a coragem maior ainda não foi atingida. Quando conseguir, volta e te darei o atestado”. Que ato de maior bravura poderia existir além daqueles que os praticara, quis saber o indignado guerreiro. Então o sábio respondeu: “Terás provado um grande ato de coragem quando perdoares teus inimigos". O guerreiro, ao ouvir aquelas palavras, percebeu o quanto difícil seria aquele ato e saiu dali cabisbaixo.
O perdão é a maior prova de amor, e para se conseguir esse gesto digno de louvor é preciso da ajuda do PAI que vai, aos poucos, preparando seu coração, afastando a mágoa e retirando o peso do rancor. DEUS, fonte perene de amor e paz.

Ritmos da vida
Nossa vida poderia muito bem ser comparada a uma discoteca. Indiscutivelmente na maior parte do tempo iria rolar aquela balada, significando que a vida vai naquele ritmo, nem lento demais, nem rápido demais; na tranquilidade. Em outros momentos iria rolar aquele rock pra dizer que a vida vai de vento em popa; pura aventura. Em outro momento o som seria de puro romantismo, momento que nosso coração estaria amando; só flores. Mas em outro momento o som seria desagradável, desarmônico, verdadeiro ruído aos ouvidos, o momento que a vida estaria atribulada; tempestade em nossa navegação. Infelizmente em algum momento a música tocada seria aquela mais temida por todos, uma canção fúnebre, momento que perdemos um ente tão querido; nuvens negras em nosso jardim.

Enfim, seja qual for a música tocada na discoteca da vida, haveremos de dançar conforme a música, isto significa dizer que devemos aprender com as situações que nos são impostas pelo destino, não adianta querer pular e rebolar quando a música está em outro ritmo. Estar fora do ritmo vai representar descontrole nos atos, bagunça na consciência.

E a vida foi, é e sempre será assim, com momentos para sorrir e outros para chorar. Se rolar aquela balada, aquela música agitadamente gostosa ou aquela música romântica, aproveite e dance bastante, porque não sabemos qual será a próxima música a rolar nessa discoteca chamada vida. Mas seja qual for, nem uma música é boa ou triste demais que dure para sempre; os ritmos da vida mudam.

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