Alguma vez um poeta fez a perfeita comparação do amor com uma flor, pois assim como esta precisa de cuidados para se manter sempre bonita e cheirosa, o amor também precisa de zelo, de carinhosa atenção, caso contrário ela murchará lentamente como uma flor sem cuidados.
Como é triste ver um jovem homem cabisbaixo, que um dia ostentava com orgulho uma magnífica flor, um presente divino, e que era seu motivo de respirar, do brilhar dos seus olhos, da sua alegria de viver. Mas um dia ele se deixou enveredar por encantos supérfluos e aos poucos foi deixando de lado sua linda flor, que a cada dia menos carinhos recebia.
Chegou o dia que sua flor murchou e restou tão somente um jarro vazio. O pobre homem de coração apertado olha e ver sua mais preciosa jóia morta, já sem vida. Certas coisas na vida não têm como remediar, não tem volta, só resta o lamento e nada mais. O infeliz homem pra onde move sua vista sempre encontra aquele jarro, e sabe que sua visão será sempre um castigo, açoites que terá que suportar para sempre. Sua punição seria carregar consigo aquele jarro que agora estava tão vazio por culpa de seus caprichos, de seu orgulho.
Envergonhado, caminha pela estrada da vida, com seu jarro vazio sob forte olhar de sarcasmo e censura das pessoas.
Na escuridão da noite fria, recolhido em algum canto qualquer, longe de todos, se entrega àquela dor do remorso, do sofrimento d’alma vertem lágrimas copiosas. Só resta-lhe naquele lugar escuro e frio um breve alento com as reminiscências, é lá, no passado, que ele pode lembrar-se das cores vivas de sua flor, de seu aroma, de sua beleza.
Mas a aurora já desponta no horizonte e não tarda mais um amanhecer com sua dilacerante realidade pra ele. É hora de levantar-se, enxugar as lágrimas e continuar a trilhar seu caminho da vida, levando seu fardo nas costas; aquele jarro vazio.
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