quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Um gélido vento vem anunciar
A chegada de dolorosa estação
Que fustigará inclemente minha alma
Com a ausência do teu olhar

Com jeito simples e meigo
Conquistaste palmo a palmo meu descolorido espaço
Espalhando cores agradáveis
Dando ares de vida a um olhar antes sem brilho.

Não ignoro tuas lutas e tuas mágoas
Quando tua aproximação se fez
Nessa natureza egoísta, dura e quase
Impenetrável do meu ser

Em tua caminhada em meus domínios
Encontraste solo pedregoso e labirintos misteriosos
Mas com desvelo e compreensão
Tua luz e calor se fez em minha alma

Agora tua ausência deixará o escuro
Onde antes havia reconfortante luz
Deixará o penoso frio
Onde antes havia aconchegante calor

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