segunda-feira, 4 de abril de 2011

Estive contigo nesta noite que passou. Como são raros esses momentos; tão raros que conto nos dedos. O encontro, assim como os poucos outros, foi inesperado, súbito, ao mesmo tempo em que foi profundamente, cegamente, loucamente desejado por mim. Você deve ter percebido minha insegurança ao me aproximar, mas você me deixou a vontade e aí pude te olhar com calma e me encantar com teus traços. Nada em você mudou. Você é a mulher mais bonita do mundo? Não creio, mas é a única que consegue iluminar meus olhos. Depois de tantos anos você ainda carregava aquele feitiço no olhar, aquela magia no sorriso que só eu percebo e mais ninguém. Pela primeira vez repousei minha cabeça em teu colo, meus cabelos receberam teu afago e me entreguei a tua vontade, mas você não se atreveu a nada. Olhamo-nos como nunca tínhamos nos olhado antes e você quis ler algo nos meus olhos, o que não foi difícil, pois meu sentimento por você é transparente, sem qualquer névoa que possa levantar o menor sinal de dúvida. Procurei algo em teu olhar que pudesse me agarrar e vi que deles aos meus havia como se fosse um arco-íris. Havia algo diferente no ar. A sensação de que poderia escutar algo de seus lábios era forte. Senti que estava prestes a ser teu confidente, que a qualquer momento um segredo seria revelado. Mas aí, a luz do sol anunciando um novo dia e o barulho de um carro me fez perdê-la; acabara de acordar de um sonho.

03.02.2010

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